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Prêmio Exporta, São Paulo 2017 - 13/12/2017

 

É bem provável que 2017 seja conhecido como o ano das exportações brasileira. Entre 1 de janeiro e 10 de dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 63,04 bilhões.

Trata-se do melhor resultado para o período desde o início da série histórica realizada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em 1989.

No mesmo período do ano passado, a balança tinha registrado superávit 30% menor, de US$ 44,13 bilhões.

O resultado tem sido bastante influenciado pelas exportações do setor de agropecuária. No entanto, houve surpresas. As vendas de automóveis tiveram bom desempenho, em especial para novos mercados, como a Arábia Saudita.

Considerando somente a balança comercial do estado de São Paulo, o superávit foi de US$ 3,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2017. No período, as exportações do Estado avançaram 11,1%, para US$ 43,9 bilhões, de acordo com a Fiesp.

Para reconhecer o trabalho dos exportadores paulistas, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) promoveram, na noite desta terça-feira (12/12), a 13ª edição do prêmio “Exporta, São Paulo”.

A premiação avalia o desempenho de empresas das 20 regiões administrativas da Facesp, abrangendo todo o território do estado. Além dos critérios econômicos, é considerada também a atuação nas áreas de responsabilidade social e ambiental.

Durante a entrega do prêmio, Roberto Ticoulat, vice-presidente da ACSP, lembrou que, a despeito de todas as conquistas realizadas pelos exportadores ao longo deste ano, o país detém apenas 1% de participação no comércio internacional. “Meu sonho é ver o Brasil dobrando essa participação, se tornando uma plataforma de exportação”, disse.

O momento é propício para essa arrancada, de acordo com Ticolaut: “Temos juros a 7%, ainflação deve ficar abaixo dos 3% este ano. Passamos pela maior crise que esse país já enfrentou, mas os indicadores econômicos mostram que ultrapassamos pelo pior período”..

José Cândido Senna, coordenador do Exporta, São Paulo, adiantou no evento quais serão as principais frentes de ação do projeto em 2018.

“Os números positivos da economia apontam para um crescimento ainda maior das exportações no próximo ano. O problema é que não existe previsão de investimentos para o sistema Anchieta-Imigrantes (por onde escoam as mercadorias para o porto de Santos). Prevemos um grave problema de logística”, disse Senna.

Debater esse gargalo com autoridades está entre as prioridades do Exporta, São Paulo.

Senna também disse que investirá no fortalecimento de acordos para facilitar a distribuição de produtos brasileiros que chegam ao exterior. Uma parceria com o estado norte-americano do Texas está adiantada e outras, com países europeus, sendo prospectadas.

O projeto Exporta, São Paulo tem por objetivo estimular a entrada de micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior, ampliando assim a base de exportadores do estado.

Um dos estímulos é o prêmio Exporta, São Paulo, criado em 2005 para reconhecer os esforços das empresas de menor porte em um setor que tem ajudado o Brasil a transpor a crise. Seu avanço já está consolidado em números.

Estudo que acaba de ser divulgado pelo Sebrae mostra que, somente no ano passado, essas empresas venderam quase US$ 1 bilhão lá fora. O número de pequenos negócios exportadores registrou um crescimento de 12% em 2016 na comparação com 2015.

Em 2011, as micro e pequenas empresas (MPE) representavam 32,8% do total de empresas exportadoras. Em 2016, sua participação subiu para 38%, quando mais de 8 mil empresas de micro e pequeno porte venderam mercadorias para o exterior, alcançando o recorde da série histórica.

Conheça, a seguir, algumas das campeãs do certame.

 

CHOPE GELADINHO

A cerveja está entre as bebidas mais consumidas pelos brasileiros, principalmente em churrascos e almoços entre amigos e familiares. No entanto, até uma amizade duradoura pode ser estremecida caso o anfitrião ofereça aos convidados um chope quente.

É para evitar esses e outros problemas que existe a Memo, fabricante de chopeiras elétricas e outros produtos e acessórios para armazenamento de bebidas.

Fundada em 2000, em Ribeirão Preto, a Memo começou a exportar somente no ano passado. O mercado-alvo tem sido a América Latina. A empresa vende para México, Guatemala, Chile, Paraguai e Argentina.

Vale lembrar que os argentinos lideram o ranking de consumo de bebida alcoólica na região, com 9,1 de litros anuais por pessoa, de acordo com pesquisa da Organização Mundial de Saúde

O diferencial das chopeiras elétricas da Memo no mercado internacional é a agilidade em resfriar as bebidas. O chope fica gelado em apenas cinco minutos e não requer o uso de água ou gelo. A tecnologia é batizada de sistema de refrigeração por expansão direta.

“Essa tecnologia é conhecida no Brasil”, afirma Fernanda Cavalin, diretora da Memo. “Mas ainda é pouca usual em outros países latinos, o que é uma oportunidade para exportação.”  

Nos últimos dois anos, a Memo vendeu cerca de 2.600 unidades de chopeiras para clientes internacionais. Em 2017, a empresa estima faturar 71 milhões. Cerca de 9% deverá ser proveniente de exportações.

 

ADESIVOS VERDES

Os adesivos selantes são produtos feitos à base de silicone usados na indústria automotiva e na construção civil. Os selantes substituem, por exemplo, parafusos, soldas e chumbadores. O material foi criado na Espanha para deixar veículos mais leves.

Agora, os espanhóis estão experimentando um selante “Made in Brazil”. Há dois meses, a Poliplas, fabricante de São José do Rio Preto, exportou quase 20 mil unidades para o pais europeu.

“Neste segmento, a Europa é o mercado mais difícil de conquistar”, afirma José Ricardo Checa, diretor da Poliplas.

O grande feito da Poliplas é resultado de um trabalho que começou em 2014. Na intenção de abrir novos mercados, a empresa adquiriu uma fábrica na Argentina. A nova planta foi usada para escoar produtos para países vizinhos na América do Sul.

Em 2016, após se certificar de que o produto tinha aderência no mercado internacional, a Poliplas incorporou outra empresa, dessa vez no México. A unidade passou a atender o mercado local e países da América Central.

Em 2017, a exportação deverá representar cerca de 10% do faturamento bruto da Poliplas, estimado em US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões).

E qual foi a estratégia para a rápida ascensão?

Um dos segredos da Poliplas foi conquistar selos e certificações internacionais. Um deles foi concedido pela Green Building Council, que certifica que os produtos não agridem o meio ambiente e nem o ser humano.  

Outro selo foi expedido pela organização alemã TUV Rheinland, que atesta eficiência em processos. Na busca pelo selo, a Poliplas investiu em automação para aumentar a produtividade.

Hoje, mais ágil e enxuta, a empresa possui 200 funcionários. “Sem a automação, seriam necessários cerca de 500 empregados para atender a demanda crescente”, afirma Checa.


MÁQUINAS DO FUTURO

A Sinova desenvolve máquinas que parecem ter saído dos filmes da franquia Star Wars. A empresa paulista fabrica veículos autoguiados. São carros autônomos que transportam materiais e equipamentos no interior de fábricas, depósitos ou áreas de carga e descarga.

As máquinas se movimentam por meio de referências no piso, como fitas ou cabos posicionados sob o chão, ou por meio de sensores a laser, instalados no teto das indústrias.

Na lista de clientes da empresa estão Fiat, Tramontina, ThyssenKrupp e Marcopolo.

E foram os próprios clientes que abriram as portas para a Sinova exportar. Desde 2012, as unidades brasileiras da Mercedes-Benz, Toyota, Tetra Pak e Mondelez, entre outras empresas, indicam a Sinova para atender suas unidades estrangeiras.

Hoje, os maiores mercados são Argentina e México.

Se a conquista de clientes não foi uma tarefa difícil, o moroso foi estruturar equipes terceirizadas para fornecer assistência técnica além das fronteiras.

“São produtos de alta tecnologia que exigem conhecimento especializado”, afirma Marcel Salzmann, diretor geral da Sinova.

Hoje, parte das ocorrências são resolvidas via atendimento remoto. Técnicos da Sinova acessam as máquinas via internet para diagnosticar falhas.

Se o cliente ou os parceiros locais ainda não conseguirem solucionar o problema, a Sinova envia funcionários para atuar diretamente nas indústrias estrangeiras. A Sinova mantém 12 funcionários dedicados a assistência técnica.

Em 2017, a Sinova deve faturar R$ 24 milhões – um crescimento de 30% em relação ao ano passado. Do montante, 20% será proveniente de exportações.

“Se em 2015 e 2016 sofremos com a crise, 2017 foi o ano de superar as perdas bater recorde de vendas”, diz Salzmann. 

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