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Empresas brasileiras e turcas de agronegócio estreitam relações comerciais na ACSP - 29/04/2019

 

São Paulo, 18 de abril de 2019. Empresários turcos e brasileiros se reuniram em rodada de negócios na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última terça-feira (16/4). Ao todo, 16 empresas turcas produtoras de sementes, adubos, fertilizantes e outros artigos para o setor agrícola estiveram na sede da ACSP, no centro da capital paulista, trazidas pela Câmara de Comércio e Indústria de Antalya, uma das mais importantes regiões de agrobusiness da Turquia. O evento foi organizado pela São Paulo Chamber of Commerce/ACSP, com realização da Câmara de Comércio e Indústria de Antalya e o Ministério do Comércio da República da Turquia.

“Queremos melhorar as relações bilaterais entre Brasil e Turquia, fortalecendo os laços comerciais entre as duas nações. O Brasil é um mercado enorme, em especial no agrobusiness, e pode se beneficiar da expertise e do know-how das nossas companhias”, declarou M. Cihangir Deniz, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Antalya. De acordo com ele, enquanto o Brasil exporta cerca de US$ 3 bilhões à Turquia todos os anos, o país mediterrâneo vende apenas US$ 500 milhões aos brasileiros. “Queremos equilibrar mais essa relação”, reforçou Deniz.

Potencial

Potencial para isso há. Ediz Köksal e Mehmet Günay são engenheiros agrônomos da 2000 Tarim Ltd. STI, empresa de Antalya (cidade ao sul da Turquia) que produz adubos macrobianos, fertilizantes de irrigação por gotejamento, fertilizantes foliares líquidos e em pó, além de sementes e aminoácidos baseados em matéria orgânica. Atualmente eles já exportam para Tunísia, Afeganistão e Paquistão, mas querem expandir seus negócios para o Atlântico. “Pesquisamos bastante sobre o Brasil e percebemos que existe um grande potencial. Por ser nossa primeira visita ao País, não temos um objetivo específico, mas esperamos sair com bons negócios fechados”, disse Mehmet.

Como um dos principais produtores e exportadores de produtos agrícolas no mundo, o Brasil busca suprir sua cadeia produtiva através da importação de insumos como fertilizantes, sementes, cobertura mulching, entre outros, que em 2018 totalizaram cerca de US$ 8,8 bilhões, tornando o mercado brasileiro um dos maiores importadores e consumidores globais.

Quarta mais antiga da Turquia, a Câmara de Comércio e Industria de Antalya mantém-se engajada no comércio internacional visando a promover as relações de seus empresários com o mundo. Ela conta hoje com 45 mil membros, reunidos em 49 grupos ocupacionais. Tanto a ACSP quanto a contraparte de Antalya acreditam que os empreendedores dos dois países podem se beneficiar mutuamente de eventos como essa rodada de negócios.

Foi pensando nisso que Raphaela Bandeira, coordenadora de comércio exterior da Associação Comercial de Campo Grande/Mato Grosso, viajou à capital paulista. “Viemos conhecer os fornecedores turcos e repassar as informações para nossos 7,5 mil associados. Eventualmente queremos organizar um evento similar em Campo Grande, que é um centro do agronegócio brasileiro”, afirmou ela.

E se o objetivo de Raphaela foi prospectar fornecedores para a agropecuária campo-grandense, Nelson Nishiwaki e Paulo Roberto Paim Borges, da Tasky Alimentos e Bebidas – produtora de sucos concentrados de maçã e uva no litoral paulista –, participaram do evento com uma única intenção: fechar negócios. “Logo na primeira reunião que tivemos, já encontramos um fornecedor perfeito para o nosso projeto”, explicou Nishiwaki, em referência à empresa turca Lider Gübre.

Criada em 2007, a Lider Gübre tem uma produção média anual de 1,5 toneladas de fertilizantes em pó. Também produz fertilizante orgânico, organomineral e químico, seja em pó, líquido ou em gel. “Vamos usar os produtos da Lider num projeto que temos no Rio Grande do Sul de uma fazenda vertical”, comentou Nishiwaki.

Já para Ertan Demoglu, gerente-adjunto de exportação da DRT, o evento possibilita abertura de novos mercados. A empresa, uma das maiores de Antalya, já exporta para 40 países; Ucrânia e Rússia são os maiores compradores. Especializada em fertilizantes, a companhia tem quatro fábricas na Turquia e uma na Holanda. “Queremos encontrar um parceiro para representar as nossas marcas aqui no Brasil”, disse Demoglu. “Já temos uma parceria com a SQM, empresa química do Chile, e queremos expandir nossa presença na América do Sul”. 

“O Brasil tem uma grande força comercial, embora nossa presença no mercado global seja de apenas 1%. Eventos como esse têm objetivo de melhorar esse quadro e fazer do Brasil uma força exportadora”, disse o vice-presidente da ACSP Roberto Ticoulat. “O atual presidente da Associação é um ex-senador e já foi secretário de relações internacionais do município de SP. Esse vai ser um foco cada vez maior da nossa entidade”, frisou Ticoulat.   

 

Mais informações:
Renato Santana de Jesus
Assessoria de Imprensa ACSP
rjesus@acsp.com.br
(11) 3180-3220 / plantão (11) 97497-0287

https://acsp.com.br/publicacao-imprensa/s/empresas-brasileiras-e-turcas-de-agronegocio-estreitam-relacoes-comerciais-na-acsp
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