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Brasil e México voltam a negociar acordo comercial - 13/06/2017
Setor automotivo lidera comércio com o México
 

 

Brasil e México retomaram as negociações para ampliar a lista de produtos isentos de tarifas no comércio entre os dois países, o que na prática facilita e amplia o intercâmbio de mercadorias.

Paralisadas desde o ano passado, as tratativas foram reiniciadas nesta semana, com a chegada de uma comitiva mexicana em Brasília, chefiada pelo vice-ministro de comércio exterior do México, Juan Carlos Pineda.

O país é o sétimo maior mercado para as exportações brasileiras —produtos industriais respondem por 80% das vendas. Por isso, a indústria brasileira é a maior entusiasta de um acordo de livre-comércio com o México.

Estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indicam que, com um acordo, as vendas industriais do Brasil ao México poderiam aumentar em 40%.

O Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para o país no ano passado —cerca de 45% em produtos automotivos, contemplados por um acordo setorial em vigor desde 2015 e válido até 2019.

A indústria brasileira, no entanto, se queixa de que a venda de automotivos é limitada por cotas (teto de quantidade). Além disso, um vasto conjunto de mercadorias não tem nenhuma vantagem tarifária no México.

O impasse nas negociações ocorreu por resistência dos mexicanos em abrir seus mercados ao agronegócio.

Há outro tema em negociação, porém, que é sensível para a indústria brasileira.

O México tem uma economia mais aberta que a brasileira e se notabilizou pela implantação de "maquilas", unidades fabris que importam sem taxas para montar produtos para exportação.

Os acordos comerciais exigem que, para obter vantagens tarifárias, os produtos exportados tenham um mínimo de conteúdo produzido localmente. Nos acordos parciais com o México, o Brasil aceitou um percentual local inferior ao exigido dos parceiros mais ricos do Mercosul (60%). Esse tema deve entrar na negociação.


INTERESSE DA INDÚSTRIA

A indústria brasileira espera recuperar a fatia de mercado perdida na última década. Em 2005, o Brasil respondia por 2,4% das importações mexicanas —recuou para 1,2% no ano passado.

A crise política brasileira não deve impedir as tratativas, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI. "Nunca vai existir um momento ótimo, e o acordo interessa aos setores industriais dos dois países."

Para ele, as dificuldades políticas do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, com Donald Trump tendem a ajudar. O americano anunciou que vai rever o Nafta (acordo de livre-comércio da América do Norte), levando o país a buscar alternativas.

Do lado brasileiro, é uma possibilidade de avanço na política externa, emperrada com a lentidão das negociações com a União Europeia.

 

Folha de São Paulo
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